Um grande e nova pesquisa descobriu que metade dos médicos e dentistas sênior na Nova Zelândia relatam sintomas de burnout, incluindo altos níveis de fadiga e stress. Um total de 42,1% de respondedores citam frustrações com a gerência, cargas de trabalho intensas e incessantes, número insuficiente de funcionários e sobreavisos onerosos como fatores contribuidores. Quase 16% atribuiu seu burnout especificamente às interações com os pacientes.

Mulheres têm maior probabilidade de apresentarem burnout (59,4%) comparadas às suas contrapartes masculinas (43,9%), sendo que mulheres entre 30 e 39 anos de idade são as mais afetadas. As menores taxas de burnout foram em respondedores com mais de 60 anos. As pontuações de burnout aumentaram concomitantemente com o aumento das horas trabalhadas por semana. A pesquisa realizada pela Associação de Médicos Especialistas Assalariados (Association of Salaried Medical Specialists, ASMS) na Nova Zelândia foi realizada entre 1.487 médicos e dentistas seniores.

A ASMS diz que, apesar de saber que o burnout afeta a qualidade do cuidado com os pacientes e aumenta o risco de erro médico, comentários feitos pelos profissionais que responderam à pesquisa sugere que, para a vasta maioria dos respondedores, a alta qualidade no cuidado dos pacientes é sua “raison d’être” e parece atuar como um protetor importante contra o burnout.

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